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| Luisa Azevedo |
Morreu a saudade no meu ventre.
Perdeu-se da vida,
porque a saudade também se mata
... ou morre abandonada!
Nem novas marés ou novos mares
me devolvem a ilusão,
porque não há abraços, nem desejos.
Não há afectos, afagos ou beijos!
Não há qualquer carícia.
Não há brisa na praia que traga boas novas.
Não há ondas que rebentem os silêncios.
Não há areias que me acariciem os dedos.
Não há sóis que desmaiem em meu corpo
ou falésias para me atirar em voo.
Porque não há barcos, partidas, amaragens.
Não há sonhos, rotas ou viagens!
Não há luas que enfeiticem minhas noites.
Não há nuvens, sombras...
não há luz.
Não mais o mundo me seduz.
E se a saudade morreu,
ficou a morte...
que a venceu!
LUISA AZEVEDO

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