domingo, 13 de fevereiro de 2011

O PIANO




"O Piano", um filme absurdamente belo em todos os sentidos, seja na fotografia que é impecável, principalmente para o ano em que foi produzido (1993), seja pela trilha sonora que é literalmente a alma do filme em forma de notas musicais, ou pelas incríveis atuações de Holly Hunter, que vive Ada, uma mulher submissa e muda desde os 6 anos de idade, que tem como consolo e fonte de ínfima diversão um piano, que é praticamente parte do seu corpo e uma maneira que ela tem para se comunicar. Final do século XIX e Ada vive sozinha com sua filha Flora, interpretada por Ana Paquinn. Recebe uma carta de seu distante marido, um homem de negócios, de um casamento arranjado, dizendo que é preciso que ela se mude da Inglaterra para a Nova Zelândia, onde ele está instalado e com grandes terras para comprar. Ada se vê sem opções e viaja, junto com Flora, para tais terras desconhecidas. Logo na chegada alguns problemas aparecem. Como a casa onde ela ficará se encontra no interior da ilha o piano é descartado pelos encarregados de seu marido. Ada fica revoltada e não consegue fazer com que os carregadores entendam que o piano precisa ser levado de qualquer jeito, chega até a cogitar que suas malas fiquem, mas que o piano seja levado, Flora também se revolta mas ambas são ignoradas.


Ela segue em meio a floresta lamacenta, sem uma parte de si, desolada, apenas com sua pequena filha como companhia confiável, enquanto os nativos brincam com seus pertences e roupas e ela não pode falar, literalmente, nada.

Ao chegar na casa encontra seu marido, como se fosse um conhecido insignificante, e reinvindica que o piano precisa ser trazido, ele também não dá importância. Ada, que já é uma mulher triste fica ainda mais depressiva.

Após algum tempo descobre que seu marido vendeu o piano para um vizinho, sai desesperadamente floresta a dentro até a casa do suposto dono de seu instrumento e ali começa uma diferente relação entre os dois.

Um romance proibido, uma filha sem infância, uma rotina deprimente e um marido possesivo, derivados de um piano que fala, hipnotiza, e emana sentimentos e sensações diversas. O desejo mediado pela música e pelo silêncio.

ATÉ LOGO, MEU AMOR de José Sottomayor



José Sottomayor
 

As minhas mãos,
ainda estão nas tuas

Nas tuas carícias,
penso,
e adormeço
julgando-te perto,
comigo.

Lembro-me,
saudade muita,
das nossas caminhadas,

Lembro-me
muita saudade
do amor que me davas.
                                                                                                          
As minhas mãos,
ainda estão nas tuas
em cada madrugada

Até logo, meu amor.


AMO-TE de Vicente Ferreira da Silva

Amo-te!
Em todos os momentos.


Amo-te!
Mesmo nos momentos que não são momentos.
Nem pausas, porque até nas pausas te amo.


Amo-te!
Porque contigo todos os momentos,
e os não momentos, são novos e distintos.


Amo-te!
Por razões que desconheço.


Amo-te!


Porque em ti me reconheço.