Criei este blogger para que seja um arquivo das minhas memórias, ideias, em momentos especiais.Vivências com o meu filho, os meus netos, a minha mãe...etc. Também gosto de publicar poemas,citações,fotos,vídeos, que me sensibilizam e admiro. Aqui, só cabe as pessoas que mais eu amo e me dão felicidade.Por isso, este AMOR ÚNICO...
"O Piano", um filme absurdamente belo em todos os sentidos, seja na fotografia que é impecável, principalmente para o ano em que foi produzido (1993), seja pela trilha sonora que é literalmente a alma do filme em forma de notas musicais, ou pelas incríveis atuações de Holly Hunter, que vive Ada, uma mulher submissa e muda desde os 6 anos de idade, que tem como consolo e fonte de ínfima diversão um piano, que é praticamente parte do seu corpo e uma maneira que ela tem para se comunicar. Final do século XIX e Ada vive sozinha com sua filha Flora, interpretada por Ana Paquinn. Recebe uma carta de seu distante marido, um homem de negócios, de um casamento arranjado, dizendo que é preciso que ela se mude da Inglaterra para a Nova Zelândia, onde ele está instalado e com grandes terras para comprar. Ada se vê sem opções e viaja, junto com Flora, para tais terras desconhecidas. Logo na chegada alguns problemas aparecem. Como a casa onde ela ficará se encontra no interior da ilha o piano é descartado pelos encarregados de seu marido. Ada fica revoltada e não consegue fazer com que os carregadores entendam que o piano precisa ser levado de qualquer jeito, chega até a cogitar que suas malas fiquem, mas que o piano seja levado, Flora também se revolta mas ambas são ignoradas.
Ela segue em meio a floresta lamacenta, sem uma parte de si, desolada, apenas com sua pequena filha como companhia confiável, enquanto os nativos brincam com seus pertences e roupas e ela não pode falar, literalmente, nada.
Ao chegar na casa encontra seu marido, como se fosse um conhecido insignificante, e reinvindica que o piano precisa ser trazido, ele também não dá importância. Ada, que já é uma mulher triste fica ainda mais depressiva.
Após algum tempo descobre que seu marido vendeu o piano para um vizinho, sai desesperadamente floresta a dentro até a casa do suposto dono de seu instrumento e ali começa uma diferente relação entre os dois.
Um romance proibido, uma filha sem infância, uma rotina deprimente e um marido possesivo, derivados de um piano que fala, hipnotiza, e emana sentimentos e sensações diversas. O desejo mediado pela música e pelo silêncio.