segunda-feira, 13 de junho de 2011

A VOZ


A VOZ

A voz liberta-se

Só o tempo marca as palavras
E com ele leremos os sinais.
As tuas formas, e as minhas juntas,
bastarão, para o livro se abrir,
para alcançar a luminosidade da boca.




Nada, nem o espaço no tempo se confina
Às vozes balizadas pela fala.
Só o grito é livre nas memórias.
Por isso tão próximo do devir.


Próximo; tão próximo do orgasmo.
Rente à pele, mas tão fundo no sentir,
de fecundar a liberdade do ventre,
e chamar a lua, p´ro fundo dos olhos.
-já mortiços nas falas desgastadas.


Só a aurora, nos dá a capacidade de amar
e de falar, ao mesmo tempo que o dia.


Joaquim MONTEIRO
2011-06-13

Sem comentários:

Enviar um comentário