A VOZ
A voz liberta-se
E com ele leremos os sinais.
As tuas formas, e as minhas juntas,
bastarão, para o livro se abrir,
para alcançar a luminosidade da boca.
Nada, nem o espaço no tempo se confina
Às vozes balizadas pela fala.
Só o grito é livre nas memórias.
Por isso tão próximo do devir.
Próximo; tão próximo do orgasmo.
Rente à pele, mas tão fundo no sentir,
de fecundar a liberdade do ventre,
e chamar a lua, p´ro fundo dos olhos.
-já mortiços nas falas desgastadas.
Só a aurora, nos dá a capacidade de amar
e de falar, ao mesmo tempo que o dia.
Joaquim MONTEIRO
2011-06-13

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