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| José Sottomayor |
Ao teu lado,
na brancura branda
de um fim
de um dia,
aconchego-te,
afago-te os olhos
para adormeceres,
adoço a tua alma
pausada a voz
pousado o beijo.
repousado
o desejo.
Conto-te
uma das minhas histórias...
Era uma vez
a minha estrela favorita........
Quando olho a noite
e dela o negro retiro.
as estrelas envergonham-se
de eu ter escolhido
a parte do meu céu,
mas recurso não há
quando os olhos vêem,
nem mesmo a condescendência
de te pousar na memória,
os momentos
dos nossos momentos,
curtos
que belos e singelos
fizeram o florir
(dos novos pensamentos)
ao cair da tarde sem data,
as folhas brancas encantam-se
nas tuas vozes únicas e raras,
intento ouvir-te
no nevoeiro das tuas palavras
escritas nas pedras,
elas falam sensatas,
elas estão semeadas
e são searas
elas são palavras,
amadas,
sementes
plantas
de nós,
ternas-eternas.
nas minhas folhas brancas,
uma lágrima negra,
sorridente,
escorreu,
meigamente,
e desenhou
a linha do teu corpo,
e,
no negro fino
da maior certeza,
pousou,
desenhou,
a tua alma,
a tua sempre,
nossa,
branca e negra.
beleza.
Já dormes.......dorme bem.
José Sottomayor


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