sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ISTO VAI MESMO REBENTAR



D. Manuel Martins
 

D. Manuel Martins: «Isto vai mesmo rebentar»


Bispo emérito de Setúbal avisa que medidas de austeridade vão fazer  
«escorrer muito sangue»


O bispo emérito de Setúbal Manuel Martins considerou hoje que as medidas anunciadas quinta-feira pelo Governo vão fazer «escorrer muito sangue» e assumiu-se como «derrotado» ao fim de 84 anos de vida a lutar contra a fome.


Em entrevista à Agência Lusa a propósito das medidas do Orçamento de Estado para 2012, que passam, entre outras, pela eliminação do subsídio de férias e de natal para alguns trabalhadores, Manuel Martins disse que as mesmas vão provocar «uma desgraça muito grande» em Portugal.


«Isto vai rebentar», afirmou, receando que as manifestações de indignação da população sejam «o mínimo» ou «o começo» de algo «muito mais grave».


Para o bispo que tantas vezes denunciou a fome que afligia o povo da sua diocese de Setúbal, «as manifestações são o mínimo que pode acontecer» numa situação que «poderá resultar em violência».


«Não sei se o povo terá forças para ir para a rua, mas muitas coisas graves poderão acontecer», sublinhou.


«Há medidas que nos tocam nas telhas da casa, no automóvel ou nas férias, mas estas entram-nos na casa e na cozinha. Entram-nos no estômago, na saúde», disse.


Manuel Martins alertou para o cada vez maior número de famílias «sem possibilidade alguma de viver que já batem às portas a pedir e outras que vivem com a certeza que o terão de fazer».


«Estou imensamente triste, desanimado, derrotado», assumiu, lamentando as «lágrimas de sangue» que irão resultar destas medidas.


Por esta razão, o bispo considera que o Governo deveria «protelar a dívida, os juros» porque «isto vai mesmo rebentar».


Manuel Martins considera que as famílias tiveram «uma culpa inconsciente», pois foram «lisonjeiras» e deixaram-se enganar pelo «futuro apregoado pelos bancos».


O prelado direcciona as culpas para quem «governou o país com cem, quando só podia ir até dez», acrescentando que «a culpa não é apenas internacional», mas também do «compadrio e do amiguismo».


O bispo recorda que «ainda Portugal vivia tempos anunciados como prósperos e já existiam milhares de pessoas com fome».


Agora, com as medidas anunciadas pelo Governo, os que passarão fome «não vão ter conta».


Manuel Martins, que ficou conhecido como «o bispo vermelho» por causa das suas bandeiras sociais, diz que é hoje «um homem desanimado». «Estamos perdidos», rematou.





1 comentário:

  1. Um dia, um jovem teve a coragem de gritar. CONTRA A VIOLÊNCIA DA LEI, A LEI DA VIOLÊNCIA. Não entendia muito bem o alcance das palavras. Era jovem e sonhador, Lírico Idealista. Mas; sonhava que o poder instalado, fosse para servir o POVO, na distribuição da riqueza produzida para mais justiça social e melhoria da qualidade de vida de todos. O que se assiste, são que aqueles que nos fazem ficar sem esses direitos, exigem em nome desse POVO, Sacrifícios?!!! Vendo o caminho que se está a trilhar, o que aí vem, não vai ser resolvido com mais mentiras e controlo de informação ou medos. A VIOLÊNCIA, vai chegar. Como sempre os EUNUCOS, vão criar os seus exércitos de escravos a lutarem uns contras os outros, para tirarem mais dividendos. MORALIDADE! por onde andas!. Meu POVO adormecido?! ACORDAI! os nossos filhos e Netos de vós precisam. ELES COMEM TUDO E NÃO DEIXAM NADA. Tenho a alma triste, por tão poucos destruírem um PAÍS e serem imputáveis. O Silêncio pode ser a forma de destruir todo um sistema politico com um modelo esgotado, de gente reles e sem capacidade. O silêncio, os braços cruzados faz parar todo um País. Que entendam de uma vez por todas, que em primeiro lugar estão os seres Humanos, PESSOAS, Senhores do Império, sem eles, não poderão ter as vossas mordomias. Não lhes cortem as artérias, pois ficam sem sangue para beber. Identificados estão que tanto de mal tem feito a PORTUGAL. Levantai-vos POVO que eu Amo. Levantai-vos em SILÊNCIO, aqueles que derramaram o seu sangue pela nossa Pátria. Um POVO vale pela luta dos seus direitos. Portugal é um País com MUITO FUTURO, tem sim que mudar a atitude passiva e resignante. Não ESTAMOS PERDIDOS. ESTAMOS VIVOS!!!

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