quarta-feira, 12 de setembro de 2012

SETEMBRO DA MEMÓRIA











Setembro da memória

Vê, como Setembro torna o sol
Mais doce nos meus olhos,
E o hálito mais fresco
Nos teus lábios,
E as minhas mãos mais doceis
No lavrar da pele.

Vê, como em Setembro vindimamos
O mar, com seus peixes de ouro
E respiramos nus a luz filtrada do sol.

Vê, como te canto ao colher as uvas
Que escondes nos teus seios,
Abrindo-te a alva blusa carregada de desejo.

Vê, se não é doirado este chão em que te deito
Feito de palha sôfrega no entrelaçar dos corpos,
Em que, o calor húmido dos beijos
Faz renascer o pão que nos alimenta a alma.

Vê, se não é doce e belo, o Setembro da memória
E, não aquela saudade piegas dos corpos em desuso.

Joaquim MONTEIRO
2012-09-09

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