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| Susana Duarte |
Raízes
sê sempre o vento gentil que me derruba as folhas,
sem me derrotar as águas; o ventre que me colhe
e as árvores inquietas, que se agitam sob os sóis
das horas navegantes. sê, da noite, as horas todas
e, do dia, a luz frágil da eternidade mareada, rasante,
onde os dedos se tocam em lugares azuis. mares.
é de mar, o teu nome.
xamã das minhas flores.
susana duarte

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