Foto de José Manuel Fernandes
na baía, encontrei uma concha
e os olhos da lua, num pôr do sol distinto e
onde deixei um pé preso nas algas
e me tornei o sonho de uma sereia que, na praia,
criou pés e, distraída,caminhou
em eternos sonhos de orvalho,
recitados num teatro onde a luminosidade
a deixou perdida nos recantos do mar.
tornei-me navegante dessa concha,
consciente do tempo passado e futuro,
como se uma tela me deixasse eternizada
e transformas em chuva pálida na manhã serena.
que criamos cenas da vida que escorre na areia
e deixa marcas de pegadas
nos locais onde somos, em cada luar, seres mágicos e
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