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| LUISA AZEVEDO |
BEIJO NOCTURNO
E se dissesse agora que te amo?
Que o teu olhar bastou para me guiar,
abrir caminho
entre as densas silvas que se erguiam
e há anos tolhiam meu voar
Se dissesse
que os teus dedos foram espadas
de cárceres rasgar
fazendo a luz dos amanhãs clarear.
E se dissesse:
agora, amo-te…
porque me deixaste na cama o teu sorriso
que vem cobrir o meu, ao acordar,
trazendo o teu beijo à minha boca
ainda antes de o relembrar!
E, depois de uns dias sem te ver,
me segredou, por ti devo esperar!
E agora… que creio que te amo?!
Deixaste-me de ti o tal sorriso
que pelas noites a minha boca vem beijar.
LUISA AZEVEDO

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