Criei este blogger para que seja um arquivo das minhas memórias, ideias, em momentos especiais.Vivências com o meu filho, os meus netos, a minha mãe...etc. Também gosto de publicar poemas,citações,fotos,vídeos, que me sensibilizam e admiro. Aqui, só cabe as pessoas que mais eu amo e me dão felicidade.Por isso, este AMOR ÚNICO...
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
ASSIM QUE TE QUERO
ASSIM QUE TE QUERO
É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.
Pablo Neruda
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UM AMOR VERDADEIRO
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
ENCONTRO
Deixe passar este periodo
de maior instabilidade
e vamos encontrar
mesmo!
Não há dúvida
que bom é ver
um rosto
uns olhos
um todo!
Porque nós não somos só palavras
somos um todo
e quando falamos
todo esse todo
fala.
Fica completo o diálogo
.
Temos de ir tomar um café juntos...
um dia... vamos gostar!
Eu não bebo café
mas vou beber as suas
palavras...
Palavras de poeta!
.
Será uma amizade possível
e a amizade é só
é o melhor
que há!
.
t.
FILIPE CHINITA
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A AMIZADE É SÓ É O MELHOR QUE HÁ
O TEU RISO
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| Praia do Furadouro (1971) |
O Teu Riso
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas
não me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a flor de espiga que desfias,
a água que de súbito
jorra na tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
por vezes com os olhos
cansados de terem visto
a terra que não muda,
mas quando o teu riso entra
sobe ao céu à minha procura
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, na hora
mais obscura desfia
o teu riso, e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
Perto do mar no outono,
o teu riso deve erguer
a sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero o teu riso como
a flor que eu esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
curvas da ilha,
ri-te deste rapaz
desajeitado que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando os meus passos se forem,
quando os meus passos voltarem,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas o teu riso nunca
porque sem ele morreria.
Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda
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SEM O TEU RISO EU MORRERIA
SETEMBRO DA MEMÓRIA
Setembro da memória
Vê, como Setembro torna o sol
Mais doce nos meus olhos,
E o hálito mais fresco
Nos teus lábios,
E as minhas mãos mais doceis
No lavrar da pele.
Vê, como em Setembro vindimamos
O mar, com seus peixes de ouro
E respiramos nus a luz filtrada do sol.
Vê, como te canto ao colher as uvas
Que escondes nos teus seios,
Abrindo-te a alva blusa carregada de desejo.
Vê, se não é doirado este chão em que te deito
Feito de palha sôfrega no entrelaçar dos corpos,
Em que, o calor húmido dos beijos
Faz renascer o pão que nos alimenta a alma.
Vê, se não é doce e belo, o Setembro da memória
E, não aquela saudade piegas dos corpos em desuso.
Joaquim MONTEIRO
2012-09-09
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É DOCE E BELO O SETEMBRO DA NOSSA MEMÓRIA
domingo, 9 de setembro de 2012
SE ME DERES A MÃO
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| Ana Fonseca da Luz |
Se me deres a mão, para que me levante,
poisarei os meus olhos na tua boca,
e para sempre serei a palavra,
que teu coração,
timidamente
me murmura,
quando a minha alma e o meu corpo te comungam
no mais puro êxtase
nas manhãs que morrem,
silenciosas, no teu leito.
Se me deres a tua mão e me ergueres do chão,
deixarei a terra para sempre
e morrerei feliz
e todos os ocasos serão nossos…
Magnólia
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MORREREI FELIZ
MAR
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| Susana Duarte |
DES_ACORDO
![]() |
| Luisa Azevedo |
Como vamos fazer amor sem certas letras
que só a mente, e os olhos, pronunciam?
Como contorcer-nos sem acção
no acto, se tantos momentos morreriam?
Como vamos falar do “c” das coisas,
dos cactos, de uma simples erecção?
Como reconhecerá sabores qualquer palato
se em quase tudo há uma excepção?
Como ficar só na oralidade,
se é facto que fazer amor é tão sublime?
E os “p’s” que faltarem na saliva…
até o mais óptimo beijo, se deprime!
Como fazer amor só de olhos fechados
ou pensar que amar já não mais dói?
Como fica a poesia dos amantes,
se tanta grafia desconstrói?
E os dedos, pobres, perdem o caminho,
quando deixam de tactear a pele amada?
As pernas emaranham-se na roupa,
pois se o “pára” não sabemos onde anda!
LUISA AZEVEDO
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SE TANTA GRAFIA DESCONTRÓI
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