sábado, 15 de fevereiro de 2014

O SILÊNCIO


Quando a ternura

parece já do seu ofício fatigada,

e o sono, a mais incerta barca,

inda demora,

quando azuis irrompem

os teus olhos

e procuram

nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras

desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas.

Eugénio de Andrade, in "obscuro Silêncio"


3 comentários:

  1. Gosta da poesia de Eugénio de Andrade...faz um rendilhado com as palavras que me tocam sempre! bem escolhido.
    Beijo
    Graça

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  2. Gosto muito. Eu sinto a poesia e escolho-a ao jeito do meu viver.Obrigada. Um beijinho.

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  3. Eugénio de Andrade...é Eugénio de Andrade e está tudo dito! Parabéns pela belíssima escolha.
    beijo
    Graça

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