O SILÊNCIO
Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,
quando azuis irrompem
os teus olhos
e procuram
nos meus navegação segura,
é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,
pelo silêncio fascinadas.
Eugénio de Andrade, in "obscuro Silêncio"
Gosta da poesia de Eugénio de Andrade...faz um rendilhado com as palavras que me tocam sempre! bem escolhido.
ResponderEliminarBeijo
Graça
Gosto muito. Eu sinto a poesia e escolho-a ao jeito do meu viver.Obrigada. Um beijinho.
ResponderEliminarEugénio de Andrade...é Eugénio de Andrade e está tudo dito! Parabéns pela belíssima escolha.
ResponderEliminarbeijo
Graça