quarta-feira, 7 de maio de 2014

A MULHER É O SER LINDO QUE TE.NOS.GERA

o dia vai morrendo
escorrendo amargura
e
perseguindo esperança
nas ânsias do brilho dos teus olhos...

aproveitando
a brisa
blowing...

a mulher
é o ser lindo
que te.nos.gera...

a ti
a nós
e a quimera...

com ela dormes e amas e te completas

e quase
julgas que na alma tocas...


mas,

mesmo
tocando corpo
roçando a alma e o céu

nunca

ou talvez

o seu âmago amado

será teu....................

(good night,
pretty woman)


José Sottomayor

terça-feira, 29 de abril de 2014

SÓ NA TUA BOCA

Só na tua boca

encontro a paz,

nesse piano imenso

em que és a tecla, nesse navio

que não parte

e que limita,na alma,a imensidão

do mar.

Mas,foi em ti,que a paz encontrei

e guardei.

Como se fosses tu,a tecla,do meu piano imenso.


José Sottomayor







terça-feira, 22 de abril de 2014

ACORDAR EM TI O MELHOR DE MIM

e
vou
continuar a vida
como se fosses aquilo que és em mim

e
vou
desenhar a casa
do meu coração
com as tuas mãos tocando-me tanto assim

e
vou
acender a luz
para apagar a dor
e acender o amor

para
acordar
em ti.....



o melhor de mim.....

José Sottomayor
Foto de Luisa Azevedo

sábado, 1 de março de 2014

AMIGO


Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
festa!

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande



Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'

sábado, 15 de fevereiro de 2014

O SILÊNCIO


Quando a ternura

parece já do seu ofício fatigada,

e o sono, a mais incerta barca,

inda demora,

quando azuis irrompem

os teus olhos

e procuram

nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras

desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas.

Eugénio de Andrade, in "obscuro Silêncio"


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

TERIA

teria

que ser mesmo azul
o mar azul
da felicidade do azul dos meus olhos...

não te questiono

sei que me amas sem limites

sei também que te amo muito...
sem quaisquer limites...
bordando-te...da maior ternura...

teria

que ser mesmo muito azul...
o mar que nos juntou...
o mar que nos amou...

o mar.de.nós...

José Sottomayor

Foto de José Manuel Fernandes

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

VESTIDA DE DESEJO....



Deixa-me mergulhar no teu corpo...nua...tua...vestida de desejo
Vem acender o meu fogo...aquecer o meu sangue...sem pudor
Sobre a minha pele escaldante...deixa a seiva doce do teu beijo
Onde morro e renasço e o teu corpo derrama a semente do amor

Tece fios de madrugada no meu ventre...desejos na minha boca
Em ti me perco...em mim te abres na incandescência da loucura
No delírio dos corpos...nos desvarios da paixão...toma-me louca
Quando num êxtase de volúpia...saciado te derramas em ternura

Por um instante...vem e bebe do meu corpo a volúpia do prazer
Neste rio de lava ardente que por mim corre...que em ti deságua
Vem...dá-me o teu corpo...morde a minha boca...possui o meu ser
Na ansia de ser tua...na vontade de ser lua...na sede de estar nua

Bebe-me meu amor...como um vinho de Outono...lentamente
Faz do meu corpo a tua taça...saboreia-me inteira dentro de ti
Percorre a minha pele sedenta...deixa-me abrir em flor e sente
Esta febre que me devora...este perfume de cio a abrir em mim

Deixa a tua boca na minha...sacia esta sede louca e desvairada
Beija o meu corpo nu...embriaga-te deste orgasmo que te dou
Bebe-me inteira...apaga a tua chama na minha boca orvalhada
Que a minha nudez te encendei no fogo que meu corpo guardou

Rasga a seda que cobre o meu corpo...faz-me gemer de prazer
Em vermelha sedução faz-me tua...sedenta e a ti abandonada
Morde o meu beijo...incendeia o meu corpo no desejo a arder
Deixa que as minhas mãos te afaguem febris até de madrugada

Que a tua boca seja o beijo entre os meus seios...o sabor do mel
Na nudez dos nosso corpos...prende-me em ti insaciável e louca
Desliza suavemente os teus dedos pelo meu desejo de mulher
E deixa-me morrer por um instante no fogo ardente da tua boca

Deixa-me afogar no sabor do teu cio...por entre ondas de prazer
Deita o teu no meu corpo...deixa-me mergulhar na lava ardente
Deixa-me beber-te lentamente...até ao mais profundo do meu ser
Deixa-me morrer e renascer nos teus braços...voluptuosamente

Toma-me...nua...pétala de rosa perfumada...de desejo vestida
Desliza as tuas mãos na minha pele...acende a noite em mim
Cobre-me com a nudez do teu corpo...doida enlouquecida
Despe-me meu amor lentamente o profano vestido de carmim

Deixa-me ser o teu lençol de cetim...o teu desejo mais ardente
Mulher perdida na ondulação dos desejos..indecente e pura
Deixa sentir a volúpia das tuas mãos afagando o meu ventre
Deixa-me ser o véu da madrugada...o teu poente de loucura


Escrito por : RosaMaria