Nasci de mão dada com a ternura, com ela cresci, me fiz gente.
Aprendi a acarinhá-la, a guardá-la entre os dedos.
Semeio-a, com a ajuda do vento.
Vejo-a tornar-se maior sem sobejar.
Bebo de toda a que me oferecem e entrego-a, na mão de quem a queira de mim beber.
Este livro reflecte o que hoje sou.
Luisa Azevedo