| Maria Teresa Horta |
POEMA/ AGRADECIMENTO
“Costumo dizer:
eu sou a minha poesia.
Mesmo fogo e lago, mesma chama na teima de ser voo na
atadura dos versos, como se quisesse abismar-me numa rosa,
palavras matizadas de espinhos e de estrelas, de queda, com
cintilações de luz.
Mesma paixão e mão que escreve, mesmo imaginário,
a criar o poema.
Eu sou os meus poemas.
No arder do excesso.
No tumulto da beleza.
Nas vozes que me nomeiam e me inventam – ou eu me invento
e me entrego,
através da escrita.
Portanto, ao atribuírem um prémio a “Poesia Reunida”, que
une e enlaça – entrelaça quase toda a minha obra poética editada
até hoje, estão a premiar-me a vida.
Porque
a minha poesia.
Sou eu.
Sobretudo e também por isso.
Obrigada.
NARIA TERESA HORTA