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sexta-feira, 8 de julho de 2011

EU SOU A MINHA POESIA

Maria Teresa Horta
POEMA/ AGRADECIMENTO



“Costumo dizer:
eu sou a minha poesia.


Mesmo fogo e lago, mesma chama na teima de ser voo na
atadura dos versos, como se quisesse abismar-me numa rosa,
palavras matizadas de espinhos e de estrelas, de queda, com
cintilações de luz.
Mesma paixão e mão que escreve, mesmo imaginário,
a criar o poema.


Eu sou os meus poemas.


No arder do excesso.
No tumulto da beleza.
Nas vozes que me nomeiam e me inventam – ou eu me invento
e me entrego,
através da escrita.


Portanto, ao atribuírem um prémio a “Poesia Reunida”, que
une e enlaça – entrelaça quase toda a minha obra poética editada
até hoje, estão a premiar-me a vida.


Porque
a minha poesia.
Sou eu.


Sobretudo e também por isso.
Obrigada.


NARIA TERESA HORTA