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| Luisa Azevedo |
FOI TÃO PERTO DO CÉU
trouxe-te a noite,
sob aquele maravilhoso manto de estrelas,
tão negro,
tão próximo,
tão calmo.
trouxe-te a noite,
guiado pelo som da minha voz:
sobe,
segue em direcção ao céu!
ver-te-ei antes que consigas ver-me!
trouxe-te a noite,
que, apesar de fria,
te entregou em brasa
e de olhos sumarentos.
quando um beijo se aproxima do céu
as estrelas gravitam entre a língua e o olhar,
deslizam na humidade da saliva.
foi ontem...
ao orbitar na curvatura elíptica do teu corpo,
saboreei nos teus lábios o orvalho da madrugada que apenas hoje se fez,
enquanto me enlaçavas pela bainha da cintura,
entre lado verde da terra e o do azul líquido que trazias nos olhos.
LUISA AZEVEDO
trouxe-te a noite,
sob aquele maravilhoso manto de estrelas,
tão negro,
tão próximo,
tão calmo.
trouxe-te a noite,
guiado pelo som da minha voz:
sobe,
segue em direcção ao céu!
ver-te-ei antes que consigas ver-me!
trouxe-te a noite,
que, apesar de fria,
te entregou em brasa
e de olhos sumarentos.
quando um beijo se aproxima do céu
as estrelas gravitam entre a língua e o olhar,
deslizam na humidade da saliva.
foi ontem...
ao orbitar na curvatura elíptica do teu corpo,
saboreei nos teus lábios o orvalho da madrugada que apenas hoje se fez,
enquanto me enlaçavas pela bainha da cintura,
entre lado verde da terra e o do azul líquido que trazias nos olhos.
LUISA AZEVEDO
