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quarta-feira, 16 de março de 2011

SÚPLICA


SÚPLICA, DE MIGUEL TORGA

Agora que o silêncio
é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Só soubemos sofrer, enquanto

O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.