
Paula Marina Costa
Seguimos essa rota que nos faz subir ao sonho para sermos já um outro.
E, ainda a medo, saímos para contemplar de perto a delicada esperança.
Avisto-te ao longe. Os teus lábios abrem-se ao sorriso e o coração bate.
As minhas mãos passeiam pela tua parte de trás e os teus braços tomam-me devagar.
Um abraço intenso que um dia será, empurra para lá o tempo de um juízo que o verbo cala e o mistério adia.
Até onde irá o aroma dos nossos gestos?
Quero que entres pelos meus olhos, unas alma e corpo e descanses!
À minha frente, vejo as tuas mãos de festa e os teus lábios mudos a calarem o meu silêncio.
Guardo os sorrisos, os gestos e pedaços de corpo.
Para mim, o desejo é um sol magnífico.
Cheguei a este ponto em que não sei.
Aponta-me o caminho, amigo!
Por Paula Marina Costa