Criei este blogger para que seja um arquivo das minhas memórias, ideias, em momentos especiais.Vivências com o meu filho, os meus netos, a minha mãe...etc. Também gosto de publicar poemas,citações,fotos,vídeos, que me sensibilizam e admiro. Aqui, só cabe as pessoas que mais eu amo e me dão felicidade.Por isso, este AMOR ÚNICO...
domingo, 15 de abril de 2012
DIZ-ME POR FAVOR ONDE NÃO ESTÁS
DIZ-ME POR FAVOR ONDE NÃO ESTÁS
Diz-me por favor onde não estás
em qual lugar posso não te ver,
onde posso dormir sem te lembrar
e onde relembrar sem que me doa.
Diz-me por favor onde posso caminhar
sem encontrar as tuas pegadas,
onde posso correr sem que te veja
e onde descansar com a minha tristeza.
Diz-me por favor qual é o céu
que não tem o calor do teu olhar
e qual é o sol que tem luz apenas
e não a sensação de que me chamas.
Diz-me por favor qual é o lugar
em que não deixaste a tua presença.
Diz-me por favor onde no meu travesseiro
não tem escondida uma lembrança tua.
Diz-me por favor qual é a noite
em que não virás velar meus sonhos.
Que não posso viver porque te espero
e não posso morrer porque te amo.
Jorge Luis Borges
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EM QUAL LUGAR POSSO NÃO TE VER
domingo, 11 de março de 2012
NATAL DE 2011
O Natal é o nascimento de novos sentimentos,
de novos sonhos, que alimentam e preenchem
o espaço que separa um Natal do outro.
O Natal é também o reavivar de sonhos adormecidos
que as nossas mentes revoltas vão suportando e acumulando
durante todo o ano.
Esta congregação de sentimentos,
esta busca incessante de prazeres genuínos,
condutores autênticos para a verdadeira felicidade,
são as razões primeiras para que o meu grito
seja de júbilo, VIVA O NATAL.
Sendo assim, então que este seja o melhor Natal
para si, Maria Antónia, e para todos os seus entes queridos.
Óscar Amorim
UM SIMPLES OLHAR
Senhora
Eu não sei se saí de casa para vos trazer estas flores
Ou me extrair dalguma prisão
Estou aqui à vossa frente sem ideia de amores
E com uma dúvida no coração.
Teria sido melhor ficar em casa aturando os meus temores
Esfregando uma mão triste na outra mão
Misturando as minhas ideias numa tela cheia de dores
E me entregando à corda bamba da solidão.
Preferi sair e vos ver sem saber a intenção
Saiba que o meu sentimento é tão grande como o maior
Dos seus pareceres espero alguma acepção.
Se não for a mais elevada que seja a menor
Apenas lhe quero dar estas flores como atenção
E pedir que me ofereça um simples olhar como favor.
Fernando Oliveira
1/03/2012
Maria Antónia Anacleto
Dar-te-ei o meu olhar sem favor e receberei as tuas flores, Fernando, querido amigo
ANIVERSÁRIO - 1 de Março de 2012
José Sottomayor
Para
a grandeza
e a generosidade
da Maria Antónia Anacleto,
só se pode retribuir
com felicidade....
Se eu pudesse
guardava-te,
aconchegada,
no meio
das minhas mãos,
essas mãos
com que escrevo
as páginas
do meu caminho,
essas mãos
com que afago
a luz do dia...
Se eu pudesse,
que posso,
guardo-te,
quentinha
e feliz,
na nossa próxima alegria...
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na nossa próxima alegria....
domingo, 19 de fevereiro de 2012
OBRIGADO
Às vezes, fico só a olhar para vocês. Aperto os lábios, porque todas as palavras me parecem insuficientes. Aquilo que normalmente se diz nessas ocasiões, aquilo que é aceite pelo protocolo da convivência social, não chega para começar a exprimir todo o invisível que me inunda. Então, quase sempre sentado a uma mesa, fico só a olhar para vocês. Nesses momentos, não ter palavras é muito melhor do que ter rios de palavras. Aquilo que não sei dizer existe com muita força e, se tentasse encontrar-lhe nomes, estaria a diminui-lo, a transformá-lo em qualquer coisa possível.
É essa a natureza da matéria que partilhamos, é essa a forma daquilo que nos juntou. Sem esse mistério, continuaríamos a seguir os nossos caminhos. Talvez a metros, talvez a quilómetros, talvez em hemisférios distintos, talvez em ruas paralelas, as nossas existências seriam indiferentes uma à outra. Não quero sequer imaginar a possibilidade desse mundo cinzento. Ainda bem que existem os livros, ainda bem que existe esta revista, ainda bem que existem a internet, o facebook, as feiras do livro e todos os lugares físicos e não-físicos onde nos encontramos. Ainda bem que existe o pensamento e a memória. Ainda bem que existe a ternura.
Mesmo havendo palavras, é difícil dizer aquilo que se quer dizer. A voz fica presa na garganta ou antes da garganta. Não vamos cometer esse erro. Vocês foram chegando devagar, foram entrando e quero que saibam que, hoje, são parte da minha família. Penso em vocês entre aquilo que me é mais valioso e, sem explicação, sinto saudades vossas de repente. Muitas vezes, sinto o toque do sol, tão suave, e sorrio ao lembrar-me que vou partilhar esse bem-estar convosco. Sinto-me muito grato pela companhia que me fazem. Convosco, nunca estou sozinho.
Os dias têm horas, minutos, e eu existo em todos eles. Não vejo o mundo apenas a partir das montras das livrarias ou das pequenas fotografias que acompanham estas crónicas, como se tudo estivesse controlado. Sou uma pessoa, Zé Luís, e só muito raramente está tudo controlado. Há vezes, como agora, em que estou num quarto qualquer. Um quarto onde, depois de hoje, nunca mais voltarei. Os meus filhos, a minha mãe, as minhas irmãs estão a milhares de quilómetros, o terreiro das Galveias está a milhares de quilómetros. A distância faz de mim um menino perdido. Há muitos mais exemplos, claro, o coração a bater contra algo que o aperta. Então, vocês chegam e cobrem-me com a força de me desejarem tanto bem. Vocês protegem-me com pensamentos que atravessam oceanos. Comovem-me com esse bem-querer. Obrigado por, entre tantas possibilidades, terem escolhido a mais bondosa. Vocês constroem-me. Devo-vos a pessoa que sou.
E não importa se estivermos no mesmo
lugar apenas por um instante há cinco anos, não importa se nunca estivemos no
mesmo lugar, aquilo que realmente importa é o segredo luminoso que partilhamos.
Não é feito de palavras, mas é transportado por elas. Esse é o nosso lugar,
temos almas a vaguear nesse universo de sentido. Vocês mostram-me todos os dias
que a generosidade pode salvar. Vocês têm muitos rostos, muitas histórias. Eu
ouço-vos e encho-me de esperança humana, de amor humano, e transbordo. Mesmo quando
estou em silêncio, agradeço-vos por me acrescentarem um sentido tão profundo.
Estar-vos grato é estar grato ao mundo inteiro, ao fácil e ao difícil, ao doce
e ao amargo. Sem um, não existiria o outro. Mesmo. Sem um, não existiria o
outro, repito para que não restem dúvidas. Chegou a hora de, todos juntos,
agradecermos pelas contrariedades. São elas, por mais feias, que nos permitem
alcançar aquilo que está para lá delas. Ao mesmo tempo, são essas
contrariedades, esses silêncios, que nos permitem prestar atenção ao que
realmente nos interessa e que, como uma fogueira, nos ilumina o rosto.
Porque nos
encontrámos, somos uma espécie de irmãos. Fomos capazes de existir sobrepostos
e, por mais ou menos tempo, partilhámos a experiência partilhável. Se amanhã tudo
se desfizer, saberemos que nos tocámos e espero que, perante o fim, sejamos
capazes de nos sentir gratos pelo que tivemos e que é bastante mais do que a
maioria das pessoas alguma vez chega a ter.
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JOSÉ LUÍS PEIXOTO
domingo, 5 de fevereiro de 2012
FALTAS-ME
...e, a cada dia que passa, sinto-te a falta, aurora
das magias que partilhámos, sabedoras das aves raras
sobre cujas asas voámos, quando a cúmplice e eterna
noite encorajava a ir além de nós e dos cumes de neve
onde choram saudades antigas e o amor se torna leve.
___________________faltas-me____________________
(Susana Duarte)
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O AMOR SE TORNA LEVE
TRAVESSIA
TRAVESSIA
como ponte para enfrentar,
ao alcance dum tempo,
a certeza de vencer
o medo que nos atravessa.
João Costa
O que haverá
do outro lado desse transpor?
que me atrai e assusta…como ponte para enfrentar,
ao alcance dum tempo,
a certeza de vencer
o medo que nos atravessa.
João Costa
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QUE ME ATRAI E ASSUSTA
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