domingo, 3 de abril de 2011

POR JOSÉ SOTTOMAYOR




Eu sei que estás aqui
deita-te ao meu lado.

Abraço-te,
sinto o teu coração.

Beijo-te,
sinto o teu sabor.

Entrego-me
em ti,

morro e nasço,
em ti,

sentindo-te,
guardada,
em mim.

Sei que estás aqui,
que estarás sempre,
guardada,
em mim.

      José Sottomayor

FOTO DE RUI VIDEIRA


É nesta foto que me revejo. Este tempo cinzento espelhado no rio. Por que sinto sempre a minha alma cinzenta, Deus meu?
Eu também adoro este tempo. É nostálgico e dá para meditar...mas a minha alma estremece por tanta beleza... eu quero voar para além das nuvens... Afinal, é como o Rui diz - o cinzento é uma cor como outra qualquer...

sábado, 2 de abril de 2011

FOTO DE JAIME MAIA



                                                             
                                                                                                                                    Ouro sobre Azul

"Mas o que me dói,,,,
...São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o AMOR"

 Fernando Pessoa

OUTONO


FOTO DE RUI VIDEIRA
 
Uns tons outonais: o castanho, o cinzento, o amarelado, os verdes e sobre uma folha o orvalho que caiu...como lágrimas que cairam, porque tinham mesmo de cair....

A ROSA

Foto de Rui Videira
A Rosa...
A Natureza...
A Beleza...
A Chuva...
A Cor...
A Foto do Rui.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

ESTRELA-DO-MAR



Por Vicente Ferreira da Silva



só os corpos sofridos atingem a redenção das águas.

vida sem dor é existência ser ardor
e os rasgos fazem pulsar o coração

onde gotas vermelhas contam o tempo
que mede o horizonte da iris.


a oscilação do desejo depende
do sussurro que chora pelo azul.


todavia, a palpitação dos grãos é real!





CANSAÇO



Por Luísa Azevedo

finalmente… a calma dos teus braços,
teus lábios meigos sobre a minha boca
fatigada de palavras e sorrisos.
é no teu beijo que quero romper a noite,
desavergonhar o relento da lua,
molhar a língua.
é no teu corpo que quero deixar-me adormecer,
depois de nos gastarmos,
nos provarmos de novo,
até sermos novamente eternidade.